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Todo mundo aprende ainda criança a equilibrar-se sobre as duas famosas rodas. Ou quase todos. Mas muitos iniciam com aquele par de rodinhas auxiliares, se é que podemos chamar assim as tão simples….rodinhas. São elas que fazem as duas rodas principais parecerem mais estáveis. Afinal, some tudo e você está praticamente em um quadricíclo, afinal está em cima de 4 rodas!

Brincadeiras a parte,  um dia a maioria da população começa a aprender a andar de bicicleta. Na rua perto da sua casa, no parque, ou ainda, se você não mora em uma capital, você provavelmente começou andando pelas ruas mais tranquilas da sua cidade. Coisa difícil de encontrar hoje em dia nas grandes capitais. Mas enfim, um dia todos nós começamos.

A questão é….nós continuamos? Tente lembrar se você, depois de ter aprendido a se equilibrar, andava com a sua bicicleta para cima e para baixo. Para todos os lados. Pedia a sua mãe, se podia ir de bicicleta para a casa de seus amiguinhos, para a escola ou para o clube. Pensando um pouquinho mais para frente, você ia, ou vai, de bicicleta para a faculdade? Para a padaria? E finalmente, você se imagina indo de bicicleta para o trabalho?

Por mais que você tenha uma coleção dos seus capacetes, conforme a sua cabeça foi crescendo, dificilmente você consegue optar por manter a bicicleta como seu principal meio de locomoção diária hoje em dia. A não ser que eu esteja completamente errada, e eu sinceramente espero que eu esteja,  você conviveu a sua vida inteira andando de bicicleta, mas hoje tem medo de colocar as rodas para rodar em seu dia a dia. Pior ainda se você parou a sua coleção de capacetes quando ainda era criança. Neste caso, é muito mais provável que você tenha cedido o espaço em sua garagem para o seu 2º automóvel.

Alguns fatos:

A Holanda adotou o chamado Bicycle School Bus, um ônibus inovador ou uma bicicleta coletiva. È dirigido por um adulto e tem capacidade para transportar até 10 crianças entre 4 e 12 anos de idade. O modelo ainda dispõe de sistema de som e toldo para proteção nos dias de chuva. O novo modelo pretende incentivar as crianças a iniciarem as pedaladas logo cedo e adotarem a bicicleta como meio de transporte.

Existe uma calculadora no site www.euvoudebike.com onde é possível fazer alguns cálculos que valem a pena. Por exemplo, percorrendo 4km de bike 3x por semana você queima 705kcal, reduz em 3,3kg a emissão de CO2 na atmosfera e ainda economiza R$3,90 com combustível.

2 vagas de automóveis = 1 bicicletário

A Av. Paulista, uma das mais movimentadas avenidas de São Paulo, estaria em estudo para a inclusão de uma ciclovia em suas faixas. Seria necessário a redução da velocidade da via de 60km/h para 40km/h e um corredor de ônibus centralizado. Especialistas consultados pela Folha de São Paulo aprovam a ideia, apesar da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmar que ainda não há planos para a execução do projeto.

Pois é, existem os “felizmentes” e os “infelizmentes”. Felizmente existe muita gente e alguns países se movimentando bastante para incluir a bicicleta em nosso dia a dia, como meio de transporte, meio sustentável, saudável além de muitos outros benefícios que a famosa magrela pode nos proporcionar. E em função dos “infelizmentes”, no Brasil, ainda está bem complicado adotar essa companheira com vivacidade.

Mas, como uma defensora da causa eu apoio todos àqueles que fazem os “felizmentes” existirem, tornando a bicicleta a bola da vez. E, como moradora atual da cidade de Santos, que possui 30,43km de ciclovias, aproveito para divulgar o “Bike Friday Night – a balada para quem fica de fora da noitada”. Excelente iniciativa de amigos que se encontram toda a sexta-feira, as 22:00hs para dar uma volta pela cidade, com o único compromisso de se divertir, sem abrir mão da segurança e um happy hour no final. Curta essa no Facebook.

Ficam aqui algumas dicas. Espero que nos encontremos por aí, com mais ideias e capacete na cabeça!