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Isolado, íntimo, particular, sigiloso, reservado e privado. Alguém ainda lembra-se desses significados? Antagonicamente as pessoas estão se expondo cada vez mais e ao mesmo tempo procurando alternativas para proteger-se da internet. Será que a humanidade está entrando no conflito 2.0?

Em tempos de Facebook, Twitter, Foursquare, Instagram, Pinterest, Google +, Google Buzz, Delicious, Digg, StumbleUpon, My Space e sei lá mais quantas possibilidades (infinitas) de compartilhamento de dados existem, todos aqueles que estão on-line, de alguma maneira, estão expostos. Leia-se expondo seu rosto, família, profissão, preferências, amigos, locais que frequenta, onde está fisicamente neste momento, entre outras informações.

privacidade digital, internet, facebook, twiiterParece um pouco assustador, ou não? Associe a isso o fato de que os veículos de comunicação dispõem de um gigante mundo digital para pesquisa chamado Google e que propagar más notícias parece ser um hábito comum.  Ou um grande argumento de vendas. Que pena. Sabemos que as crianças de hoje aos 3 anos de idade, conseguem habilidosamente usar um iPad ou iPhone. Triste será a infância digital que tão cedo poderá acessar o You Tube e se deparar com conteúdos pouco instrutivos ou nada inspiradores.

iPad

Algumas ferramentas estão surgindo, cheias de promessas, talvez como reação a Era da publicação da vida alheia:

Privacyfix – verifica suas configurações de privacidade através do Facebook, Google e outros sites e reconfigura seu perfil. 

SocialClean – limpa e torna mais segura suas informações nas redes sociais.

DeleteMe – esconde as suas informações da internet. 

ObscuraCam – protege seu rosto nas fotos em que você é marcado.

Algumas reflexões sobre o assunto podem ser bem vindas. A redefinição de privacidade parece estar sendo reescrita, como já estampou a capa da Revista Time. As pessoas em geral pedem privacidade, ao mesmo tempo em que publicam suas informações pessoais. Empresas estudam hábitos de navegação e aproximam-se do consumidor via FanPages e os consumidores tornam-se pessoas. A humanização em rede. 

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Talvez seja em função destas metamorfoses que antropólogos e psicólogos estão cada vez mais trabalhando para entender o comportamento das sociedades nas redes sociais. Surgem novos fluxos de entendimento e novas questões a serem respondidas. Diante de novos conceitos, a conclusão desta matéria pode ficar no pensamento de cada um. De modo, inovadoramente, privado.

Crédito imagens CC: Wikipedia, Flickr
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