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Quem vive na cidade de São Paulo já sabe: o trânsito faz parte da rotina de qualquer paulistano. São longos congestionamentos, horas de espera, atraso e estresse. Mas, quem já  teve a oportunidade de experimentar a cidade em cima de duas rodas, com certeza concretizou uma experiência, no mínimo, diferente. Uma visão mais lírica da cidade acompanha os ciclistas da capital intitulada facilmente como caótica e que agora começa a proporcionar novos caminhos e possibilidades.

Nosso Blog experimentou atravessar um trecho da cidade, em um domingo, usufruindo das ciclofaixas de lazer e das ciclovias já consagradas na capital. Com uma bicicleta na mão e uma sapatilha de ciclista nos pés, nossa colunista teve uma nova visão da Marginal Pinheiros e de seu entorno.

O começo da experiência

O ponto de partida escolhido foi o Parque Villa Lobos, um dos pontos de apoio descritos no mapa da Ciclovia Rio Pinheiros. Esta, tem cerca de 20km de extensão e interliga as zonas Oeste e Sul da cidade que margeia o Rio. O caminho segue paralelo a Marginal Pinheiros passando por doze estações da CPTM: Villa Lobos Jaguaré até a estação Jurubatuba. São ao todo cinco acessos, ou seja, é preciso ficar ligado nas estações que estão interligadas com a ciclovia, onde é possível alcançar outros pontos da cidade.

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Foto: Camila Pissaia

A própria estação Villa Lobos é apenas ponto de apoio, mas sem acesso direto. Por isso, nosso percurso partiu da ciclofaixa de lazer que passa em frente ao Parque Villa Lobos e segue pela Praça Panamericana. Como muitos já sabem, as ciclofaixas funcionam aos domingos e feriados nacionais das 7hs às 16hs. Leia aqui nosso post sobre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas em São Paulo e entenda a diferença entre elas.

No último domingo não havia sol na capital paulista, mas, mesmo com tantas nuvens no céu, o Parque estava lotado e havia um bom movimento de ciclistas pelas ruas da região. Pedalamos até o 1º acesso à ciclovia, a Passarela da ponte da Cidade Universitária. Neste ponto, todos devem descer das bicicletas, pois por segurança não é permitido subir ou descer as rampas de acesso na bike.

Junto ao Rio Pinheiros

Entrando na ciclovia do Rio Pinheiros a sensação que se tem é de estar vendo a capital com outros olhos. E realmente é uma visão inédita avistar o Rio tão de pertinho e ir costeando a Marginal Pinheiros. A ciclovia é larga o suficiente para a passagem de quatro bicicletas emparelhadas uma ao lado da outra. Por isso, o passeio é bem tranquilo. Aliás, percorrendo toda a extensão desta ciclovia ida e volta é possível pedalar por cerca de 40km. Motivo mais do que suficiente para encontrarmos alguns ciclistas e triatletas pelo caminho.

Com o asfalto em ótimo estado e um percurso totalmente plano é realmente atrativo para treinos mais arrojados. Como o tempo estava um pouco instável, o volume de ciclistas permitiu que chegássemos a 38km/h com as magrelas. È claro, que todo cuidado é pouco, cruzamos com alguns abusados ciclistas formando pequenos pelotões pelo caminho. Vamos com calma né pessoal, afinal existem muitas crianças pedalando por ali.

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Foto: Camila Pissaia

Os pontos de parada estão bem estruturados com banheiros e bebedouros para matar a sede e reabastecer as garrafinhas. Como não havíamos estudado nenhum mapa, ficamos um pouco em dúvida sobre qual caminho poderia ser percorrido se saíssemos pelos acessos das estações da CPTM.

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Foto: Camila Pissaia

Para você leitor, a informação vai completa: depois da Cidade Universitária, o próximo acesso fica na Estação Vila Olímpia onde é possível pedalar na Rua Funchal pela Ciclofaixa, pegar a Rua Olimpíadas e seguir até a Av. Brigadeiro Faria Lima. Se decidir seguir em frente você pode optar pela Estação Santo Amaro, porém não há ruas com Ciclofaixas por perto. Na Estação Jurubatuba idem. O final da ciclovia termina próximo ao Autódromo de Interlagos, com acesso ao estacionamento na Av. Miguel Yunes.

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Foto: Camila Pissaia

Passar por baixo da Ponte Estaiada de bicicleta foi sensacional.  Você fica tão encantado com a possibilidade de percorrer trechos que de carro, seriam rotineiramente muito mais estressantes e lentos, que as distâncias parecem ter outra dimensão. As referências como o Joquei Clube, a Av. Berrini e o Credicard Hall tornam-se encantadoramente diferentes vistas das margens do Rio. Ao final do percurso, o vento foi tomando conta da ciclovia e resolvemos acelerar para chegar antes da chuva. Fica aqui a dica e a sugestão de como é possível vivenciar São Paulo de uma maneira incrivelmente simples e encantadora.

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Opção: aluguel de bike no metrô
Foto: Camila Pissaia

Saiba como interligar as rotas

Bicicletas na capital, acesse aqui.

Veja o circuito completo das Ciclofaixas aqui.

Quem não tem bicicleta pode alugar no metrô. Veja aqui