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Algumas mudanças podem ou não ser percebidas no dia a dia dos paulistanos e em meio à correria daqueles que frequentam a cidade de São Paulo. Alguns pontos merecem destaque, quando o assunto gera benefícios aos cidadãos. Deixando um pouco de lado as ciclovias que contribuem com a mobilidade urbana, mesmo que timidamente e que já exploramos por aqui em outros posts, voltemos o nosso foco para as bancas de jornais. Lembram-se delas?

Jornaleiro está de casa nova no Largo da Batata em SP

Foto: Prof. Carlos

A história das bancas de jornais é bastante antiga. Lendo um pouco mais a respeito, descobrimos que os escravos já saíam pelas ruas gritando as principais manchetes estampadas no primeiro jornal vendido avulso no país, chamado “A Atualidade”, em meados de 1858. Um imigrante italiano, conhecido como Carmine Labanca, parece ter marcado a continuidade da atividade com caixotes de madeira e um ponto fixo de venda. Os caixotes evoluíram para bancas de madeira por volta de 1910 e na década de 50, Janio Quadros trouxe a regulamentação e as bancas de metal. (fonte: Sindicato dos vendedores de jornais e revistas do Estado de São Paulo)

Jornaleiro está de casa nova no Largo da Batata em SP

Banca década de 50 / Foto: Joytill

Nos dias de hoje, a modernização também inclui este ponto onde encontramos aquele antigo personagem, conhecido como jornaleiro. O Largo da Batata, zona oeste da cidade, passa por processo de revitalização. A Abril Mídia, em conjunto com a prefeitura da cidade e através de algumas revistas da Editora, promoveu  o concurso Banca Nova, que chamou a atenção de alguns arquitetos e engenheiros.

O desafio foi criar um projeto com um novo conceito de banca de revistas e jornais para ser instalado na região, próximo a Av. Faria Lima. Local de grande movimento e concentração de pessoas. Foram mais de 600 inscrições e 15 finalistas. O ganhador do concurso foi divulgado neste Sábado, dia 14 de Dezembro, no Terraço Abril.

Jornaleiro está de casa nova no Largo da Batata em SP

Foto: Abril

O arquiteto bahiano João Paulo Leite Guedes ganhou o desafio e apresentou um projeto muito bacana, que inclui o aço como material principal, além de módulos de fácil montagem e boa ventilação. Além disso, houve também preocupação com o acesso para cadeirantes, diminuindo a área de contato da estrutura com o piso e excluindo possíveis obstáculos do caminho.

Nós gostamos bastante do novo conceito e você? Confira aqui mais informações sobre o projeto.

Fonte: Editora Abril